segunda-feira, 11 de março de 2019

O aniversário é meu, mas o presente é pra vocês

Pois é, hoje, 11 de março, completo mais um ano de vida. E lá em casa tem mais uma aniversariante! Nossa canina, a Onze, que completa um ano!

Não, não tenho planos de grandes comemorações... até mesmo porque eu sinto que festejei tanto nesses meses (sim, meses, porque o primeiro bloco que fui foi em janeiro!) de Carnaval de SP, que a farra já foi de bom tamanho. Agora um bolinho gostoso e carinho das pessoas especiais que estão na minha vida já me satisfazem por completo.

Ah, mas não passei aqui no blog para falar dos meus 43 anos... Vim para dividir fofurices da Sofia e Tomás com vocês e mostrar como um simples domingo em família pode render boas risadas.

Sofia assistindo tv ontem, no apto novo do tio Tuto e da Samantha, vendo Martinho da Vila cantar "Disritmia". 


'Me deixe hipnotizado pra acabar de vez

Com essa disritmia.
Vem logo! Vem curar teu nego
Que chegou de porre lá da boemia!"


Sofia não é discreta, gosta de cantar alto, fazer performance... e assim fez. Dançou e cantou alto:


'Vem logo! Vem curar teu nego
Que chegou de BODE lá da boemia!"

Rimos muito com a imagem do sujeito voltando da boemia com um bode... E ela nem ligou, continuou fazendo nossa alegria e cantando de seu jeito.

E lá no apartamento do tio Tuto, além de todas as novidades do novo espaço, Tomás se encantou com uma em especial... uma calopsita, que veio pela janela na semana da mudança e foi adotada, já que, mesmo com anúncios colocados no bairro, um possível dono não se manifestou. Tomás amou a novidade, claro... Hoje, a caminho da escola puxou papo sobre o assunto:

- Mãe, como é mesmo o nome? Cripto.. criptonia... cripto o que mesmo?
- Do que você está falando, Tomás/
- Do passarinho do tio! É criptonita, né?
- Você quer dizer calopsita?
- Isso!

E assim começa mais uma semana... e, pra mim, mais um ano de vida! E que a idade multiplique a felicidade sempre!!! 






quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Meu presente, ou melhor, presente do Papai Noel

No final do ano passado vi um anúncio do show do Youtuber Authentic Games, de quem o Tomás é muito fã. Como já faz tempo que ele tem vontade de ir, decidi fazer uma surpresa e comprar de presente  de Natal um par de ingressos.  

Como Tomás dá sinais de que ainda acredita  em Papai Noel, foi ele o responsável pela surpresa de Natal. Porém, não pensei muito bem nos detalhes... o ingresso, claro, saiu em nome de quem fez a compra, no caso, eu e não o Papai Noel. Embora tenha achado estranho, Tomás não questionou muito, estava feliz demais com a surpresa. Porém, em diversas situações, me distraí falando sobre esse assunto com mães de amigos dele e saíram frases do tipo "eu comprei em dezembro", "escolhi setor azul", "comprei junto com a mãe do Léo"... Tomás, sempre atento, me dava uma forcinha:

- Mãe, foi o Papai Noel, lembra?!

Ops! É mesmo...

Depois de longa espera, já que ganhou os ingressos em dezembro e o show seria apenas em fevereiro, o tão esperado dia chegou. Tomás se preparou. Separou o boneco, o livro do Authentic e suas economias (com planos de adquirir alguma coisa na lojinha do show) e lá fomos nós ao Espaço das Américas.

Já na entrada, fez sua compra, um porquinho de pelúcia Authentic Games. Feliz da vida, com seus bonecos e com a companhia de um amigo que adora, o Léo, foi procurar seu lugar e esperar o início do show. A ansiedade era tanta que não tinha sede, fome nem vontade de ir ao banheiro. Apenas sentou e esperou.

Finalmente o show começou. Crianças eufóricas, gritaria, muita gritaria... eram cerca de 3 mil pessoas lotando o Espaço das Américas. Quando o Youtuber Marco Túlio entrou no palco a reação do Tomás foi surpreendente. Ele ficou muito emocionado, chorou, chorou, chorou muito, me abraçou. Depois da emoção, veio a euforia e ele aproveitou cada segundo do show, que é bem interativo. Ao final, para completar a alegria da criançada, ainda teve sessão de fotos.

Na saída, Tomás estava elétrico, queria conversar sobre tudo o que aconteceu. E assim continuou por mais algum tempo em casa. Falante, muito feliz. Não conseguia dormir, não deixava a Sofia dormir. Até que o cansaço foi mais forte e ele finalmente capotou.

Dia seguinte, a caminho da escola, Sofia, bastante cansada, reclamou:

- Nossa, Tomás, obrigada, viu, estou morrendo de sono por sua causa! Você não me deixava dormir ontem. Muito chato!

No banco de trás, Tomás, ainda sonolento, estava em silêncio. E então uma resposta tímida:

- É que eu não queria que o dia de ontem acabasse...


Tomás e Léo com seus bonecos

Authentic

Youtuber Marco Túlio

Tomás e Léo na foto após o show




sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Queria tanto uma irmãzinha...

Aquele ditado de que "a grama do vizinho é sempre mais verde" pode ser aplicado lá em casa, mas, no caso, o tema em questão é "irmãos".

A relação entre Sofia e Tomás é muito boa, mas tem oscilações. Se eu estou por perto o clima costuma ser de disputa, de provocação, zero harmonia Se eu estou longe a chance de serem mais companheiros e carinhosos um com o outro aumenta muito.

Ter amigos por perto nem sempre é sinônimo de alegria e paz. Às vezes acontece de só a Sofia estar com a companhia de amigos, Tomás então buscar se enturmar e acaba sendo excluído pela irmã. Outras vezes o contrário acontece, mas, ao invés de ser excluída, Sofia brinca tranquilamente com os amigos do irmão e ainda tenta liderar/cativar os menores, chamar mais atenção do que o Tomás. Não é fácil...

No clube eles fizeram amizade nas férias com 3 irmãos; 2 meninos de 11 e 7 anos e uma menina de 3 anos, a Gigi, que ficou louca pelo Tomás desde o primeiro dia, ficaram super grudados. Sofia tentou, tentou, tentou, tentou, mas Gigi não dava a menor bola para ela. Sofia então insistiu um pouco mais e resolveu perguntar diretamente:

- Gigi, você quer ser minha amiga?

A resposta foi tão direta quanto a pergunta:

- Não!

Mesmo abalada pelo "não", Sofia não desistiu... Ficou trabalhando a conquista da amiguinha por dias... Brincou com ela na piscina, fez gracinhas, ajudou na hora do banho, ofereceu creminho para passar no cabelo... e finalmente conquistou a amiguinha. Gigi agora passeia pelo clube de mãos dadas com a Sofia, na maior intimidade.

Depois de uma tarde intensa de brincadeiras, no carro a caminho de casa, Sofia comentava sobre a Gigi.

- Ela é tão fofinha, tem um cabelo lindo, cheio de cachinhos, eu adoro quando ela me deixa passar creme e escovar.

Tomás, no banco de trás, ouvia os comentários calado. 
Sofia então continuou:

- Ai, eu queria tanto ter uma irmãzinha mais nova... Assim de cabelo cacheadinho, bem fofinha,  para eu poder pegar no colo, passar creme no cabelo, arrumar os cachinhos...

Tomás respondeu:

- Mas você já tem um irmão assim!

Silêncio. Sofia ficou vermelha, abaixou a cabeça e deu um sorriso sem graça.

Sofia e seu irmão fofinho de cabelos cacheados




quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Criança não! Pré-adolescente!!!


No final do ano passado a família toda passou em consulta com o Dr. Walter, médico que nos atende há aproximadamente 15 anos e conhece bem cada um de nós. Observando a Sofia, notando algumas mudanças, ele me perguntou:

- Aline por acaso ela tem se achado dona da verdade, empinado o nariz e batido porta?

Dei risada e disse que sim. Se estivesse em casa, Sofia teria ido chorar no quarto, enfurecida. Porém, no consultório do Dr Walter preferiu dar uma risadinha e esperar para extravasar a raiva no caminho de volta pra casa.

Pois é, Dr Walter foi certeiro. Sofia está com 10 anos e 1/2 e não aceita mais ser classificada como criança. Diz que é uma pré-adolescente. Não apenas diz, mas age como uma...

Não vou perder tempo aqui apontando os desafios diários de convivência familiar com uma pré-adolescente. Prefiro focar em algumas surpresas que essa nova fase tem trazido...

Pela primeira vez Sofia foi comigo ao cinema para ver um filme adulto, em inglês, legendado, "Bohemian Rhapsody". Ela acompanhou super bem as legendas, deu risada, se emocionou e, acreditem (!), me pediu para ir de novo. Então, na semana seguinte ,assistimos pela segunda vez o mesmo filme, que, aliás, é incrível.

Algumas semanas depois a pré-adolescente foi minha companheira na balada! Fomos juntas, só eu e ela, a um show na Casa Natura Musical. O show começava às 23h! Mesmo assim ela aguentou firme, forte e animada. O show era em clima de Carnaval, com direito a concurso de fantasia. Claro, Sofia foi toda montada, com fantasia e maquiagem, participou do concurso, subiu no palco e ganhou abraço da cantora Duda Beat junto com o prêmio, um kit Natura e uma pochete de Carnaval holográfica. Acham que ela voltou pra casa feliz?

Bom, mas não apenas de pré-adolescência vive a Sofia atualmente...

Nessa semana eu estava com ela e o Tomás jogando um jogo à noite quando a Onze encostou em mim e ficou de barriga pra cima aguardando um carinho. Foram alguns segundos distraída do jogo, dando atenção para a cachorra... alguns segundos suficientes para ouvir a seguinte reclamação chorosa da Sofia:

- Você gosta muito mais da Onze do que de mim...

Nós duas na balada!

Sofia ganhando o prêmio durante o show.






segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Tomás, telefone, minha casa

Ontem Tomás foi dormir na casa de um amigo do colégio. No portão do prédio, na despedida, fiz todas as recomendações básicas para que se comportasse, fosse educado, cuidasse das suas coisas....blábláblá... Pra finalizar, e tentar descontrair, falei:

- Olha, se você precisar, peça para alguém me telefonar para você falar comigo.

Nessa hora me veio em mente o E.T. triste com saudades da família dizendo "E.T., telefone, minha casa". Mas Tomás não estava nessa sintonia, não foi tocado por meu sentimentalismo e continuou a conversa:

- Mas por que eu ia precisar te ligar?!
- Ué... se de repente batesse uma saudade incontrolável, sabe?!

Uma pausa dramática, ele riu e ele respondeu:

- Ah, entendi. Tá certo. Te ligo então, mãe. Daí você toca a campainha de casa para a Onze latir e eu matar as saudades dela.









segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Uma noite com Zé Celso

Há um mês mais ou menos o Giva comentou, com empolgação, que iria começar uma temporada de "Roda Viva", inicialmente no Sesc Pompéia e depois no Teatro Oficina. Como fazia muito tempo que não íamos ao teatro (nos jogamos 100% em shows nos últimos tempos), decidi fazer uma surpresa...Comprei um par de ingresso e dei de presente de Natal. Ele amou, ficou super animado. Eu fiquei feliz em ter acertado no presente, mas, confesso, estava extremamente receosa com as 3:30 de espetáculo. Não pelo tempo de peça, mas por serem 3:30 nas mãos de Zé Celso.

E ontem, penúltimo dia do ano, lá fomos nós.

Foi a primeira vez que entrei no Teatro Oficina e tive a certeza imediata que, mesmo se me arrependesse pela peça, já valeria a experiência de estar ali. O lugar é quase indescritível, só estando lá para entender realmente. Um galpão comprido e estreito, com uma estrutura metálica que vai do chão ao teto, cheio de escadas fixas e retráteis, uma iluminação muito bacana. O público vai procurando um espaço para sentar... bancos, cadeiras, pufes e até mesmo em parte do cenário... O camarim e a contra-regra estão no meio da platéia. Atores se trocam em nossa frente entre uma cena e outra. Na maior parte das vezes não tem figurino mesmo.. Como falta ar condicionado, encenar nu é mesmo a melhor opção.

Giva falou:

- Nossa, que coisa louca, nunca vi nada assim! Com atores subindo por escadas, passando no meio do público, se trocando em cena...
- Eu já vi... algumas vezes... - e comecei a contar rapidamente de algumas peças muito diferentes que já assisti.
- Nossa, que demais! Você é foda!

Achei engraçado o comentário. Hoje acordei pensando nisso e com uma certeza: não sou foda. Sou privilegiada. Foda são meus pais, que me levaram (ou toparam minhas sugestões e me acompanharam) em muitas peças de todos os estilos, em praticamente todos os teatros de São Paulo.

Nos anos 90 eu vivia teatro. Ia toda semana, lia todas as reportagens que encontrava sobre o assunto (lembrando que não existia internet, então era um trabalho de garimpo em jornais, revistas e livros) e fiz cursos de teatro. Eu era aquela maluca que assistia uma, duas, três vezes a mesma peça. Além disso eu guardava os folders, os ingressos, as críticas, organizava tudo em pastas catálogo, lia, relia... Me arrependo de ter me desfeito de todo esse material muitos anos depois, achando que era bobagem manter aquilo tudo...

Ontem, antes mesmo de ter uma opinião sobre a experiência no Teatro Oficina, tive a certeza de que era um momento importante, me fez lembrar com clareza e emoção de algumas experiências marcantes:

1. "Tamara", em 1992, com direção de Roberto Lage, com Celso Frateschi, Cassio Scarpin e outros. Fui com minha mãe. A peça acontecia em um casarão em Campos Elíseos. Era necessário escolher no início do espetáculo um dos atores para seguir durante toda a peça. Detalhe: a história rolava ao mesmo tempo em todos os aposentos do casarão, inclusive no banheiro, com um ator tomando banho (eu estava lá...rs). Ao final da primeira parte, era servido um jantar, durante o qual tínhamos a oportunidade de conversar com outras pessoas da platéia e tentar descobrir o que aconteceu na história através de outros pontos de vista. 

2. "Pantaleão e as Visitadoras", com direção de Ulisses Cruz, no Teatro Mars. em 1991. Acho que fui com minha mãe... Lembro do visual do espetáculo, de dezenas de atrizes nuas por toda parte, da estrutura do teatro, que tem semelhanças com a movimentação de cena do Teatro Oficina.

3. "O Concílio do amor", em 1989, com direção de Gabriel Villela, no Centro Cultural São Paulo. Fui com meu pai e depois com minha mãe, se não me engano. Foi minha primeira ida ao porão do Centro Cultural. Fiquei encantada com aquela ocupação de espaço, com o texto impactante e com interpretações incríveis, como o Diabo vivido por Jairo Mattos. Queria voltar no tempo e assistir pela 3ª ou 4ª vez (não tenho certeza de quantas vezes fui)

4. "A Gaivota", em 1994, direção de Francisco Medeiros, no Centro Cultural São Paulo. Quando li que mais uma peça estava sendo montada no porão do Centro Cultural fiquei maluca para assistir. Novamente saí impactada com o aproveitamento de espaço... o cenário de J. C. Serroni ocupava 2.000 metros quadrados do espaço do porão do CCSP, utilizando como piso as telhas de concreto usadas na construção do Centro. Os atores corriam em cena, pisando entre as telhas cheias de vãos. Era tenso e incrível. Para completar, texto de Tchecov interpretado por Walderez de Barros, Marco Ricca, Genezio de Barros (Trigórin)... Estive lá umas 4 vezes...rs

5. Para finalizar, embora minha lista ainda seja extensa, "Perdoa-me por me traíres", do meu favorito, Nelson Rodrigues. A montagem, de 1994, aconteceu no Indac (escola de teatro), com alunos do próprio curso e direção de Marco Antonio Bras. A peça acontecia numa sala da casa do Indac, onde o público sentava praticamente dentro do "palco", vivenciando de forma intensa aquela história maluca e deliciosa, com trilha sonora que tinha até Beatles. Fiquei tão encantada com a atriz Flavia Pucci, que interpretava o Tio Raul, que, algum tempo depois, fiz um curso com ela, na mesma escola. Na mesma época, li e reli tudo do (e sobre) Nelson Rodrigues.

Enfim, o que tive a certeza ontem é que no fundo não importa se ao final de 2 horas (ou 3:30) você diz "nossa, amei!"... Teatro não é só isso. Não se trata de gostar ou não gostar. O que aquela experiência causou? O que te deixou de memórias? Ou, no caso de ontem, pra mim, que memórias te trouxe de volta?

Pessoalmente não amo o estilo Zé Celso... me cansa um pouco a falta de nexo, suas viagens extensas (as 3:30 realmente não são necessárias ao meu ver), mas é muito interessante vivenciar aquela encenação quase folclórica que acontece no Teatro Oficina, cheia de estrangeiros numa platéia 100% lotada (lembrando que era 30 de dezembro, com SP "vazia"). Na montagem de ontem senti um excesso de clichês em tudo, me fez falta um texto mais profundo, à altura de "Roda Viva", mas não há como desmerecer Zé Celso ou não respeitar sua história, sua convicção em um estilo de teatro e, claro, o trabalho de toda aquela equipe, eles realmente se entregam por completo. 

Posso dizer que me diverti ontem. Principalmente ao tentar buscar uma palavra para definir tudo aquilo... Não há um adjetivo comum que defina uma noite com Zé Celso...Dessa forma, não encontrei nada melhor do que o seguinte:

"HORTIFRUTIGRANJEIRO" *

* Era assim que ouvia, na minha infância, uma ex-professora, amiga da minha mãe (e minha!), se referir a coisas muito, muito loucas, às quais nenhum adjetivo comum cabe bem... Bettina Bopp, dei muita risada lembrando de você ontem! 

TEATRO OFICINA





quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Impostora

As férias começaram oficialmente! Depois da correria dos primeiros dias sem escola, das dezenas de eventos de dezembro e das comemorações de Natal, ontem pudemos escolher livremente nossa programação: cinema!

O plano A era assistir o filme sobre o Freddie Mercury, mas SP sempre surpreende... Dia 26 de dezembro e os ingressos estavam esgotados... Partimos para o plano B: DPA 2, ou, para leigos, Detetives do Prédio Azul 2.

Crianças super animadas, o filme começa. 
Logo de cara, um choque. Sofia e Tomás começam a se olhar, se cutucar, fazer comentários. Não estavam entendendo... onde estava a Dona Leocádia? Quem era aquela atriz impostora usando os mesmos figurinos e penteado da vilã tão querida pelas crianças?

Infelizmente a super carismática atriz Tamara Taxman não está mais no elenco de DPA...Foi substituída por Claudia Netto, muito boa, mas que não conseguiu manter o carisma da personagem infelizmente...

Sofia e Tomás não se conformavam e passaram um tempo do filme fazendo suposições sobre o que deve ter acontecido com a Dona Leocádia original. A conclusão final foi do Tomás, que falou baixinho:

- Sabe, mãe, eu acho que sei o que aconteceu com ela... Deve ter ficado muito resfriada... ou grávida!

Dona Leocádia oficial

Dona Leocádia substituta


terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Vira-lata muito sábia

Após um período ausente, estou de volta!

Esses últimos meses foram tão corridos, tão cheios de novas tarefas que o blog acabou ficando um pouco abandonado. Um dos motivos que gerou novas e intensas tarefas diárias tem nome: Onze.

Em julho passado tive um momento de insanidade, comecei a seguir a página de uma ong de animais no Instagram, onde divulgam diariamente fotos de animais para adoção. Numa dessas divulgações estava 3 irmãs peludinhas, com carinhas de raposa, de 3 meses aproximadamente. Parecia que olhavam para mim dizendo "venha nos conhecer, por favorzinho". Não consegui dizer não...

Chegando lá, junto com minha principal apoiadora nesse tipo de loucura, minha mãe, me deparei com as 3 filhotinhas. Logo de cara me apaixonei por uma, mas, não querendo ser injusta, pedi para segurar cada uma delas para poder decidir. Peguei primeiro a que já tinha me conquistado à distância. Fiz carinho, fiquei tentando, em vão, recuperar minha sanidade por alguns minutos... Então a coloquei no chão e peguei a irmãzinha mais gorducha, muito linda e fofa. Porém, ao colocar a primeira escolhida no chão, um drama começou: ela começou a tossir, chorar, fazer um escândalo. Tentando acalmá-la, peguei-a no colo de novo e o escândalo parou, a tosse passou como um milagre. Mas ainda tinha a terceira irmã, que também quis dar uma chance. Novo show de tosse e choro. Enfim, a canina mais dramática da turma me convenceu de que eu tinha ido lá especialmente para buscá-la e ponto final.

Na semana anterior eu tinha terminado de assistir a série "Stranger Things" com as crianças. Ficamos fãs da Eleven (no caso, Onze, porque assistimos a série dublada). Assim, quando me perguntaram, no momento da adoção, qual seria o nome da cachorrinha, para poder gravar na plaquinha de identificação, não tive dúvidas: Onze. 

E lá fomos nós. Eu, minha cúmplice, quer dizer, minha mãe e a Onze rumo ao colégio para buscar as crianças e fazer uma grande surpresa. E bota surpresa nisso! Eles só repetiam, emocionados: "é verdade, mãe?" "é nossa mesmo?", "fala sério, é nossa mesmo?", "que fofa", "que linda"...

E nossa vira-lata raposinha Onze, que juraram pra mim que seria um cachorrinho tamanho P, está com 9 meses, um tamanho bem distante de P... continua fofíssima, carinhosa, beeeem maluca, medrosa e muito gulosa. Não se pode dar bobeira com comida, porque ela rouba mesmo... Noite passada devorou um pacote de pão de queijo que estava na bancada da cozinha... Não à toa, Sofia a apelidou carinhosamente de "gorda".

Se tem algo que deixa a canina emocionada é o momento em que eu abro o pacote de ração. E foi num momento desses, com o Tomás ao meu lado, que recebi um alerta. Enquanto colocava a ração no prato, Tomás lia as informações da embalagem e comentou, preocupado:

- Mãe, acho que você precisa comprar outra ração urgente!
- Por que, Tomás?!
- Porque a Onze vai ficar burra comendo isso!!!
- Oi?
- Olha só - disse ele apontando para um informação importante - aqui diz "menos sábia"!

Fui olhar com atenção. Na embalagem constava, em destaque, a seguinte  informação: "menos sódio".







quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Chamego

Quando os filhos nascem parece que é ativado um botão de modo automático nas mães (e/ou alguns pais). Troca fralda, amamenta, dá banho, coloca pra dormir, responde mil vezes ao chamado "ô, mãããe!!!" e por aí vai... As tarefas são infinitas e repetitivas.

Os anos passam, os filhos crescem e de repente você se dá conta de que, mesmo já estando quase da sua altura, eles ainda repetem hábitos de quando mal sabiam falar. Analisem a situação a seguir...

Eu, num dia de extremo cansaço, tentava finalizar as tarefas do dia e, finalmente, ir jantar, tomar banho, dormir. Os planos foram interrompidos por um chamado (gritado):

- MÃÃÃEEEEEEE

Respirei fundo, parei o que estava fazendo e fui verificar porque estava sendo chamada.

Era Sofia, no chuveiro.

- Mãe, ajuda a me secar?
- Poxa, Sofia, você está tão grande, sabe fazer um monte de coisas sozinha... Eu tenho tanta coisa para fazer ainda, não consegui nem jantar. Por que não me dá uma folga, sai do banho e se seca sozinha?!

Ela ficou calada, meio sem graça, pegou a toalha e se secou.

Um tempo depois, novo chamado:

- MÃÃÃEEEEEEE

Dessa vez era o Tomás. Também saindo do banho, também pedindo ajuda para se secar. Repeti o mesmo discurso que havia feito há pouco tempo para a Sofia, mas Tomás insistiu...

- Ah, mas eu gosto que você me ajude.
- Tomás, mas você já sabe se secar. Seja sincero, você não quer ajuda... quer um chamego, um carinho, né? - Ele sorriu, concordando e se secou sozinho.

Dia seguinte. Mesma horário, mesma correria e, novamente, chamada duas vezes seguidas. Porém, de uma nova forma:

- MÃÃÃEEEEEEE, vem me dar CHAMEGOOOOO.

Pronto, já era... quem mandou dar ideia... vou ter que secá-los pro resto da vida...



segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Um dia nunca foi tão cinza como hoje


Nunca uma segunda-feira foi tão cinza.... Sim, amanheceu nublado e com garoa, mas o cinza é muito mais intenso do que o normal. Não está apenas no céu, mas por toda parte.

São 46,03% que deixaram escuridão pelo caminho. São 46,03% que estão por todo lado. Pode ser um vizinho, um amigo, um parente, o segurança do colégio, seu chefe, o padeiro, o motorista do Uber... enfim, quase metade das pessoas ao seu redor teclaram 17 na urna eletrônica para "eliminar o PT" do poder. Infelizmente o que se revela é que o ódio implícito nessa justificativa de voto não se restringe ao partido, à crise econômica. 

O que se mostra a cada dia é que teclar o 17 significa muito mais do que uma escolha política. Teclar 17 faz com grande parte desses 46,03% sinta-se à vontade para colocar seus monstros para fora... xingar nordestinos, ameaçar mulheres, negros, lgbts e "macumbeiros", fazer vídeos portando armas e comemorando que, em breve, essas podem estar liberadas para os "cidadãos de bem" se protegerem...

Sou mulher, tenho filhos, sou casada com um nordestino, tenho muitos amigos gays e negros, frequento centro de umbanda... e por aí vai... O que sinto hoje, além de muito medo pelo futuro de todos nós, é uma tristeza enorme. Realmente não faz sentido, não consigo compreender de onde vem tamanha raiva, tamanha aversão ao outro, tamanha preocupação com a vida ou aparência alheia, tamanha crueldade. Já passou dos limites da discussão política. Não é mais apenas um infantil Fla x Flu. Infelizmente vai muito além disso, é uma regressão. Fere a alma, dói, machuca de verdade.

Ah, claro, ainda há um segundo turno. 
Não importa. 
O resultado parece ser bem previsível, mas, mesmo que uma reviravolta aconteça, não há o que comemorar. 
O lado sombrio, sinistro, desumano de milhares de pessoas foi colocado escancaradamente para fora. Andar na rua nessa segunda-feira cinzenta foi triste, pois a cada pessoa que passou por mim só me vinha uma inevitável pergunta na mente: "será que você faz parte dos 46,03% que acharia ok me agredir (ou alguém da minha família) fisicamente ou moralmente por questões raciais, sexuais ou religiosas?".

Em meio à tristeza, decepção e ao medo, só posso tentar desejar que algum dia tenhamos uma porcentagem maior de pessoas que optem por evolução, amor, respeito e paz.  



quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Uber


A Lei de Murphy nunca falha. Quando o carro decide te deixar na mão? Numa terça-feira 11h da manhã perto do mecânico? Claro que não... Na sexta-feira à noite é bem mais legal! 

E então, na última sexta-feira, o pedal da embreagem "afundou" (percebam que eu sou bem técnica, entendo bastante de mecânica) e o carro ficou parado até segunda-feira, quando foi direto para a oficina mecânica.

Cinco dias a pé, com duas crianças e mil compromissos. Ainda bem que existe carona, taxi e Uber! 

Curiosamente algo bem estranho aconteceu... Ou estou sendo espionada ou o mecânico tem contato direto com a Uber, avisando a empresa de que eu seria uma cliente em potencial nos dias seguintes. Logo após deixar o carro, indo a pé para o trabalho, recebi um SMS com o seguinte aviso:

"Uber: você ganhou 15% OFF nas suas próximas 10 viagens (...)"

Coincidência ou não, veio em boa hora e foi super útil (e econômico)!

Ontem, carro pronto, busquei as crianças no colégio. No caminho de casa, Sofia me perguntou:

- O carro ficou bom, mãe?
- Ficou ótimo!

Tomás entrou na conversa:

- Sabe, mãe, eu acho que não fizeram nada!
- Por que, Tomás?
- Eu não estou vendo NADA de diferente aqui!!!

Talvez ele estivesse esperando, no mínimo, receber o carro com umas balinhas, nos compartimentos do carro, no estilo Uber ...