Eu, particularmente, havia ouvido falar dele por comentários da minha filha há algum tempo, o que despertou minha curiosidade por assistir à transmissão do show dele no Lollapalooza 2022, pela Multishow. Fiquei impressionada com o domínio de palco, com a autenticidade, com a energia dele no palco e com a troca com o público (que canta TODAS as músicas. Detalhe: o repertório do show é 99% de composições próprias. Jão canta apenas uma música no show de seu ídolo declarado, Cazuza. Aliás, que delícia ouvir adolescentes cantando Cazuza! Obrigada, Jão!).
Crônicas do cotidiano familiar, resenhas e dicas culturais, que atualmente estão sendo publicadas também no Instagram @deolhonoseventos
domingo, 29 de maio de 2022
Jão. Você vai ouvir falar muito dele!
Eu, particularmente, havia ouvido falar dele por comentários da minha filha há algum tempo, o que despertou minha curiosidade por assistir à transmissão do show dele no Lollapalooza 2022, pela Multishow. Fiquei impressionada com o domínio de palco, com a autenticidade, com a energia dele no palco e com a troca com o público (que canta TODAS as músicas. Detalhe: o repertório do show é 99% de composições próprias. Jão canta apenas uma música no show de seu ídolo declarado, Cazuza. Aliás, que delícia ouvir adolescentes cantando Cazuza! Obrigada, Jão!).
quarta-feira, 18 de maio de 2022
Barista amadora
Semana passada fomos à uma exposição no Centro Cultural Banco do Brasil e, na saída, decidimos tomar um lanche rápido no “Café Girondino” que fica lá dentro.
Tomás, surpreendentemente, escolheu um café, mas não um café qualquer. Optou pelo "Café Caramel", que, como o nome diz, tinha caramelo, além de leite e café.
Sofia achou uma boa ideia e escolheu o mesmo. O pedido deles chegou caprichado, com desenho na espuma. Adoraram.
Dias depois, em casa, após o almoço, Tomás pediu:
Tomás: Mãe, pode me fazer um café?
Eu: Café? Ok... Só café ou quer que coloque leite?
Tomás: Não. Pode colocar o que vc quiser.
Eu: Não? Como assim? O que você quer?
Tomás: O que vc quiser. Pode escolher.
E então entendi que ele achou que eu levava jeito para barista. Queria que eu colocasse minha criatividade para trabalhar e oferecesse um café, no mínimo, à altura do "Café Caramel" do Girondino.
Fiz o que pude, café, leite com espuma e até um desenho. Acho que foi aprovado, porque Tomás, antes de beber tudo, quis tirar uma foto. Confiram a seguir:
terça-feira, 17 de maio de 2022
O irmão do bróquis
Em 2014, o "bróquis" passou por aqui. Desde então muita coisa mudou. Sofia já não topa comê-lo com tanta frequência. Tomás continua bastante interessado.
Semana passada fiz um Yakissoba, com muitos bróquis, ou melhor, brócolis.
Tomás comeu um prato pratão e ainda repetiu. Satisfeito, foi deixar o prato na pia e me viu guardando o que havia sobrado num pote. Falou, com tom de indignação:
- Ah, que injusto!!! Você não colocou brócolis para mim!!!!
Impossível, eu tinha certeza que havia caprichado na porção de brócolis para ele. E afirmei com muita convicção de que havia brócolis no prato sim. Ele continuou a reclamação:
- Não colocou desse branquinho - disse ele apontando para o irmão albino do brócolis, mais conhecido como couve-flor...
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022
E no meio do caminho tinha...
Pois é, o blog estava esquecido, abandonado. Talvez estivesse perdido naquela outra vida que tínhamos antes dessa pandemia insana começar. Passaram-se 2 anos dessa ingrata convivência com a COVID-19 rondando nossa vida, tirando nossa paz e liberdade. E ainda deixando todo dia com aquela cara de "Dia da Marmota" (pra quem é xóvem, Dia da Marmota é um filme de 1993, onde o personagem principal estava preso numa repetição do mesmo dia). Bom, a pandemia não acabou, o dia da marmota marca presença ainda, porém, às vezes, algo novo acontece. Hoje foi assim...
Eram 6:30 da manhã de uma quinta-feira estranha, sem rodízio para meu carro, pois uma mega cratera surgiu ao lado da obra do metrô na Marginal Tietê e o trânsito sem caótico ficou um pouco pior. Sem rodízio significa para mim um dia sem stress no trânsito. Posso atrasar 10 minutos sem pensar na multa que poderei receber.
No caminho para o colégio da Sofia e do Tomás, numa rua quase deserta por onde passávamos, vi uma pomba branca no meio da rua. Estava longe e era óbvio que ela sairia dali até meu carro passar. Fomos chegando perto, mais perto, bem pertinho... A pomba, um tanto gorda, estava imóvel. Quando já estava quase passando por cima e esperando que ela desse aquele voo assustado como as pombas sempre fazem, veio a surpresa! Não era uma pomba branca gorda e preguiçosa. Era um pato! Um pato branco no meio da rua. Parei o carro assustada e esperei o bicho andar lentamente até a calçada.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2021
Come to the cute side
No último dia do ano li um texto (não lembro o nome do autor) que dizia: "o ano de 2021 não será um ano melhor". Calma, não era um texto pessimista, mas sim uma reflexão sobre essa expectativa que colocamos sobre o novo ANO. Esperar um ano inteiro melhor do que o anterior pode ser um pouco pesado, pode gerar altas expectativas e talvez muitas frustrações. O conselho do texto era: lembrar que nossa vida é feita por momentos, por dias, minutos, segundos. São eles que devem ser vistos como relevantes e deixar boas memórias. Não um ano.
domingo, 20 de dezembro de 2020
Não sei, só sei que foi assim
Faltam apenas 11 dias para o ano acabar.
Vou tentar resumir nesse primeiro (e único) texto do ano, o que foram esses longos 12 meses.
2020 poderia ter sido uma ficção surrealista de Suassuna. Pensando bem, acho que não, pois o incrível Suassuna daria muito mais leveza e humor aos fatos e personagens.
Talvez 2020 esteja mais para Saramago. Me peguei lembrando muitas vezes, durante esses intermináveis meses, de dois livros dele: "Ensaio sobre a Cegueira" e "As Intermitências da Morte". Em "As Intermitências da Morte", por exemplo, a narrativa inicia-se com a seguinte frase: "No dia seguinte ninguém morreu" e assim seguiu-se durante a narrativa toda. Infelizmente, ao contrário da história de Saramago, em 2020 apenas no Brasil, desde março, quase 190 mil pessoas morreram vítimas da covid-19.
A pandemia, que tornou 2020 um pesadelo interminável, pode não parecer real, de tão assoladora e paralisante. O mundo parou, a quarentena de algumas semanas estendeu-se por meses, famílias e amigos encontraram-se apenas por video chamadas, muitos negócios fecharam, máscaras e álcool viraram acessórios obrigatórios.
Para muitos, a pandemia de fato não é real. Assim, além de convivermos com um vírus agressivo, há o desafio de vivermos rodeados por negacionistas, que insistem em dizer que é apenas uma "gripezinha". Eles andam por aí sem máscara (ou com ela no queixo) e completam a postura vergonhosa afirmando que a terra é plana e outras pérolas da doutrina do guru Olavo de Carvalho.
Mas não vou fazer do meu primeiro e único texto do ano um relato de tudo o que já cansamos de ler e ouvir por aí. Nem ficar citando nomes como esse acima, que causam extremo mal estar.
Por aqui, além de todo o peso de 2020, tivemos vários momentos de leveza também.
Vivemos todas as datas festivas em casa, apenas nós quarto (ops! 5, porque a Onze está sempre junto), tentando manter os rituais, as decorações, a alegria de cada data.
Ficamos com o olhar mais atento. Notamos mais os pássaros do bairro (em abril eles fizeram uma verdadeira dança diária em cima de uma árvore frutífera), as diferenças de cada pôr do sol e a fúria das tempestades.
Tivemos serenata virtual através do projeto "Adote o Artista". E também serenata real, com um vizinho violinista se apresentando no terraço de um prédio. Houve até uma serenata ambulante, com um aspirante a cantor perambulando pelo bairro com uma caixa de som num carrinho usando fantasia de Papai Noel.
As aulas à distância foram muito bem sucedidas. O home office idem. Ah, descobri que é possível fazer exercício pelo Youtube!
Assistimos dezenas de séries! Entre elas: "This is Us", "Sex Education", "Fleabag", "Grey's Anatomy", "Orphan Black", "Rita", "Anne with an e"...
Me tornei uma consumidora voraz de podcasts! Entre eles: "Retrato Narrado" (tema desagradável, produção impecável), "Trip FM", "É Nóia Minha", "Calcinha Larga", "Gama Revista", "Foro de Teresina" e "Daria um Livro".
Rolou muito artesanato. Pintura em tela, pintura na parede, pintura em almofada, camiseta tye dye. Muita culinária também! Sofia virou nossa confeiteira oficial da família.
Aprendemos a dar banho na Onze em casa! E Sofia aprendeu a pintar cabelo em casa! Fez mechas rosa no cabelo dela e retocou a minha raiz. Nesse caso, eu me dei bem, muito bem, já que odeio ir a salão de cabeleireiro.
Descobrimos que dá para tomar sol (com cadeira de praia) no quarto.
Pois é, há como fazer quase tudo em casa, mas não há nada como a liberdade de escolha. Prefiro, daqui para frente, poder escolher fazer ou não em casa tudo o que descobrimos ser possível em 2020.
Desejo para esse bem-vindo 2021 que seja, para todos nós, um ano com mais leveza, com muita saúde, vacinas bastante eficazes e acessíveis a todos, lucidez, coerência, bom senso, compaixão, empatia, igualdade e paz.
Que em 2021 todos os abraços e beijos não dados nesse ano que termina possam ser entregues em dobro!!!
quarta-feira, 11 de dezembro de 2019
Portas abertas
- Foi legal.
Insisti na conversa:
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| Passeio no parque |
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| Apresentação de ginástica |
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| Bloco de Carnaval |
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| Festa junina |
| Cantata de Natal |
terça-feira, 10 de setembro de 2019
Pela segunda vez, o Coala me ganhou
Duda faz dançar, faz rir, com carisma e voz potente. Depois de um breve intervalo (sempre ao som de algum dj), foi a vez de Elba Ramalho mostrar toda sua experiência num show ARRASADOR. Com um pique invejável, energia contagiante, Elba dançou o tempo todo, apresentou um super repertório que não deixou ninguém parado. Ao meu lado se formou uma quadrilha de festa junina, com direito a túnel, coreografia. O povo no Coala sabe se divertir!
Renovados e animados, começamos a tarde com um show lindo de Chico César e Maria Gadú. Mais tarde, um ótimo momento instrumental, com Letieres Leite e a Orkestra Rumpilezz. Ao final da apresentação, um presente, principalmente para nós que perdemos Baiana System na noite anterior... Russo Passapusso, convidado surpresa, chegou e levantou a plateia de forma impressionante. Em poucos minutos o show, que estava com o público um pouco disperso, era dele. Plateia incendiada para o que viria a seguir.
quinta-feira, 15 de agosto de 2019
Qual profissão seguir
Nesta semana Tomás teve duas tarefas do colégio com o tema "Profissões". Primeiro precisou fazer, numa lição de casa, uma entrevista. Logo depois, veio na agenda um bilhete explicando que haveria uma atividade em sala de aula e cada aluno deveria representar uma profissão. Para isso seria necessário um figurino ou acessórios que identificassem a profissão escolhida.
Fiquei alguns dias tentando resolver essa questão de figurino/acessórios com o Tomás. Foram algumas tentativas:
- Tomás, o que você acha de ir de médico?
- Não quero.
- Economista? Pego uma calculadora do papai pra você.
- Não.
- Produtor de tv?
- Não, mãe...
Resolvi dar um tempo na "pressão" pela escolha. Porém, me distraí, o dia da atividade chegou e, claro, Tomás não tinha nada preparado.
Hoje, o dia da atividade, dia dele levar o figurino ou acessórios, é também o dia mais corrido da semana por aqui, dia do rodízio do carro. Na maratona matinal contra o relógio para conseguirmos sair antes das 7:00, ouço a terrível pergunta:
- Mãe, o que eu vou levar? É hoje o dia da atividade de profissões! É pra nota!
- Como assim Tomás? Perguntei mil vezes... hoje é rodízio, não dá tempo de ver isso agora. Pegue uma máscara e vá de médico. Ou uma calculadora do papai e vá de economista...
- Mas não posso! Já falei para a professora o que eu seria, já está escolhido!
Que maravilha, né?! Para a professora ele passa a informação. Para a mãe o aviso vem 10 minutos antes de sair de casa, no dia do rodízio! Respirei fundo e falei:
- Ok, o que você escolheu, Tomás?
- Veterinário. O que eu levo?
- Sei lá, leva a Onze (nossa cachorra)!
Ele riu e continuou me olhando e esperando uma solução.Lembrei de um jaleco da Sofia que estava no armário, colei uma fita crepe por cima do nome dela e escrevi "Dr Tomás". Separei uma caixinha de um remédio de ouvido para cachorro, um tubo de pasta de dente de cachorro e entreguei o "kit" para ele.A resposta:
- Quero levar biscoitos também. O natural (feito em casa) e o fedido (industrializado), para mostrar as diferenças. Ah! E quero levar meu cachorro de pelúcia também.
E lá foi ele, de veterinário produzido em tempo recorde. Ainda conseguimos sair a tempo de não tomarmos multa do rodízio.
Há dias em que milagres acontecem. Principalmente o raro milagre da paciência às 6h da manhã no dia do rodízio.
sexta-feira, 19 de julho de 2019
Fazendo Cena - invadindo os bastidores
Chegamos cedo e ficamos aguardando o sinal para entrada na sala (sala B do Alfa, no piso inferior), prevista para 11:00. O horário chegou e nada aconteceu, nenhum sinal para entrada. Às 11:10 um integrante da produção começou a andar pelo público e pedir que o acompanhassem até a sala . Nervoso, ele explicava estavam com um problema, que a van com os atores havia quebrado, mas que já estava a caminho. Com um rádio em mãos, outro integrante da produção conversava e avisava que a van estava na marginal e logo chegaria ao teatro. Naquele clima de apreensão pela "ausência" dos atores, pediram para todos sentarem em seus lugares e aguardarem. Aos desatentos, a peça já havia começado.














