No último dia do ano li um texto (não lembro o nome do autor) que dizia: "o ano de 2021 não será um ano melhor". Calma, não era um texto pessimista, mas sim uma reflexão sobre essa expectativa que colocamos sobre o novo ANO. Esperar um ano inteiro melhor do que o anterior pode ser um pouco pesado, pode gerar altas expectativas e talvez muitas frustrações. O conselho do texto era: lembrar que nossa vida é feita por momentos, por dias, minutos, segundos. São eles que devem ser vistos como relevantes e deixar boas memórias. Não um ano.
Crônicas do cotidiano familiar, resenhas e dicas culturais, que atualmente estão sendo publicadas também no Instagram @deolhonoseventos
quarta-feira, 6 de janeiro de 2021
Come to the cute side
domingo, 20 de dezembro de 2020
Não sei, só sei que foi assim
Faltam apenas 11 dias para o ano acabar.
Vou tentar resumir nesse primeiro (e único) texto do ano, o que foram esses longos 12 meses.
2020 poderia ter sido uma ficção surrealista de Suassuna. Pensando bem, acho que não, pois o incrível Suassuna daria muito mais leveza e humor aos fatos e personagens.
Talvez 2020 esteja mais para Saramago. Me peguei lembrando muitas vezes, durante esses intermináveis meses, de dois livros dele: "Ensaio sobre a Cegueira" e "As Intermitências da Morte". Em "As Intermitências da Morte", por exemplo, a narrativa inicia-se com a seguinte frase: "No dia seguinte ninguém morreu" e assim seguiu-se durante a narrativa toda. Infelizmente, ao contrário da história de Saramago, em 2020 apenas no Brasil, desde março, quase 190 mil pessoas morreram vítimas da covid-19.
A pandemia, que tornou 2020 um pesadelo interminável, pode não parecer real, de tão assoladora e paralisante. O mundo parou, a quarentena de algumas semanas estendeu-se por meses, famílias e amigos encontraram-se apenas por video chamadas, muitos negócios fecharam, máscaras e álcool viraram acessórios obrigatórios.
Para muitos, a pandemia de fato não é real. Assim, além de convivermos com um vírus agressivo, há o desafio de vivermos rodeados por negacionistas, que insistem em dizer que é apenas uma "gripezinha". Eles andam por aí sem máscara (ou com ela no queixo) e completam a postura vergonhosa afirmando que a terra é plana e outras pérolas da doutrina do guru Olavo de Carvalho.
Mas não vou fazer do meu primeiro e único texto do ano um relato de tudo o que já cansamos de ler e ouvir por aí. Nem ficar citando nomes como esse acima, que causam extremo mal estar.
Por aqui, além de todo o peso de 2020, tivemos vários momentos de leveza também.
Vivemos todas as datas festivas em casa, apenas nós quarto (ops! 5, porque a Onze está sempre junto), tentando manter os rituais, as decorações, a alegria de cada data.
Ficamos com o olhar mais atento. Notamos mais os pássaros do bairro (em abril eles fizeram uma verdadeira dança diária em cima de uma árvore frutífera), as diferenças de cada pôr do sol e a fúria das tempestades.
Tivemos serenata virtual através do projeto "Adote o Artista". E também serenata real, com um vizinho violinista se apresentando no terraço de um prédio. Houve até uma serenata ambulante, com um aspirante a cantor perambulando pelo bairro com uma caixa de som num carrinho usando fantasia de Papai Noel.
As aulas à distância foram muito bem sucedidas. O home office idem. Ah, descobri que é possível fazer exercício pelo Youtube!
Assistimos dezenas de séries! Entre elas: "This is Us", "Sex Education", "Fleabag", "Grey's Anatomy", "Orphan Black", "Rita", "Anne with an e"...
Me tornei uma consumidora voraz de podcasts! Entre eles: "Retrato Narrado" (tema desagradável, produção impecável), "Trip FM", "É Nóia Minha", "Calcinha Larga", "Gama Revista", "Foro de Teresina" e "Daria um Livro".
Rolou muito artesanato. Pintura em tela, pintura na parede, pintura em almofada, camiseta tye dye. Muita culinária também! Sofia virou nossa confeiteira oficial da família.
Aprendemos a dar banho na Onze em casa! E Sofia aprendeu a pintar cabelo em casa! Fez mechas rosa no cabelo dela e retocou a minha raiz. Nesse caso, eu me dei bem, muito bem, já que odeio ir a salão de cabeleireiro.
Descobrimos que dá para tomar sol (com cadeira de praia) no quarto.
Pois é, há como fazer quase tudo em casa, mas não há nada como a liberdade de escolha. Prefiro, daqui para frente, poder escolher fazer ou não em casa tudo o que descobrimos ser possível em 2020.
Desejo para esse bem-vindo 2021 que seja, para todos nós, um ano com mais leveza, com muita saúde, vacinas bastante eficazes e acessíveis a todos, lucidez, coerência, bom senso, compaixão, empatia, igualdade e paz.
Que em 2021 todos os abraços e beijos não dados nesse ano que termina possam ser entregues em dobro!!!
quarta-feira, 11 de dezembro de 2019
Portas abertas
- Foi legal.
Insisti na conversa:
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| Passeio no parque |
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| Apresentação de ginástica |
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| Bloco de Carnaval |
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| Festa junina |
| Cantata de Natal |
terça-feira, 10 de setembro de 2019
Pela segunda vez, o Coala me ganhou
Duda faz dançar, faz rir, com carisma e voz potente. Depois de um breve intervalo (sempre ao som de algum dj), foi a vez de Elba Ramalho mostrar toda sua experiência num show ARRASADOR. Com um pique invejável, energia contagiante, Elba dançou o tempo todo, apresentou um super repertório que não deixou ninguém parado. Ao meu lado se formou uma quadrilha de festa junina, com direito a túnel, coreografia. O povo no Coala sabe se divertir!
Renovados e animados, começamos a tarde com um show lindo de Chico César e Maria Gadú. Mais tarde, um ótimo momento instrumental, com Letieres Leite e a Orkestra Rumpilezz. Ao final da apresentação, um presente, principalmente para nós que perdemos Baiana System na noite anterior... Russo Passapusso, convidado surpresa, chegou e levantou a plateia de forma impressionante. Em poucos minutos o show, que estava com o público um pouco disperso, era dele. Plateia incendiada para o que viria a seguir.
quinta-feira, 15 de agosto de 2019
Qual profissão seguir
Nesta semana Tomás teve duas tarefas do colégio com o tema "Profissões". Primeiro precisou fazer, numa lição de casa, uma entrevista. Logo depois, veio na agenda um bilhete explicando que haveria uma atividade em sala de aula e cada aluno deveria representar uma profissão. Para isso seria necessário um figurino ou acessórios que identificassem a profissão escolhida.
Fiquei alguns dias tentando resolver essa questão de figurino/acessórios com o Tomás. Foram algumas tentativas:
- Tomás, o que você acha de ir de médico?
- Não quero.
- Economista? Pego uma calculadora do papai pra você.
- Não.
- Produtor de tv?
- Não, mãe...
Resolvi dar um tempo na "pressão" pela escolha. Porém, me distraí, o dia da atividade chegou e, claro, Tomás não tinha nada preparado.
Hoje, o dia da atividade, dia dele levar o figurino ou acessórios, é também o dia mais corrido da semana por aqui, dia do rodízio do carro. Na maratona matinal contra o relógio para conseguirmos sair antes das 7:00, ouço a terrível pergunta:
- Mãe, o que eu vou levar? É hoje o dia da atividade de profissões! É pra nota!
- Como assim Tomás? Perguntei mil vezes... hoje é rodízio, não dá tempo de ver isso agora. Pegue uma máscara e vá de médico. Ou uma calculadora do papai e vá de economista...
- Mas não posso! Já falei para a professora o que eu seria, já está escolhido!
Que maravilha, né?! Para a professora ele passa a informação. Para a mãe o aviso vem 10 minutos antes de sair de casa, no dia do rodízio! Respirei fundo e falei:
- Ok, o que você escolheu, Tomás?
- Veterinário. O que eu levo?
- Sei lá, leva a Onze (nossa cachorra)!
Ele riu e continuou me olhando e esperando uma solução.Lembrei de um jaleco da Sofia que estava no armário, colei uma fita crepe por cima do nome dela e escrevi "Dr Tomás". Separei uma caixinha de um remédio de ouvido para cachorro, um tubo de pasta de dente de cachorro e entreguei o "kit" para ele.A resposta:
- Quero levar biscoitos também. O natural (feito em casa) e o fedido (industrializado), para mostrar as diferenças. Ah! E quero levar meu cachorro de pelúcia também.
E lá foi ele, de veterinário produzido em tempo recorde. Ainda conseguimos sair a tempo de não tomarmos multa do rodízio.
Há dias em que milagres acontecem. Principalmente o raro milagre da paciência às 6h da manhã no dia do rodízio.
sexta-feira, 19 de julho de 2019
Fazendo Cena - invadindo os bastidores
Chegamos cedo e ficamos aguardando o sinal para entrada na sala (sala B do Alfa, no piso inferior), prevista para 11:00. O horário chegou e nada aconteceu, nenhum sinal para entrada. Às 11:10 um integrante da produção começou a andar pelo público e pedir que o acompanhassem até a sala . Nervoso, ele explicava estavam com um problema, que a van com os atores havia quebrado, mas que já estava a caminho. Com um rádio em mãos, outro integrante da produção conversava e avisava que a van estava na marginal e logo chegaria ao teatro. Naquele clima de apreensão pela "ausência" dos atores, pediram para todos sentarem em seus lugares e aguardarem. Aos desatentos, a peça já havia começado.
segunda-feira, 20 de maio de 2019
É verdade esse bilete
















